Justiça ouve testemunhas em ação em que rapper Oruam é acusado de tentativa de homicídio
O juízo da 3ª Vara Criminal da Capital, durante audiência de instrução e julgamento realizada na última segunda-feira, dia 11 de maio, começou a ouvir as primeiras testemunhas do processo em que o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é acusado por tentativa de homicídio contra policiais civis. Além de Oruam, que está foragido, também são réus no processo Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais.
Durante a audiência, prestaram depoimento dez testemunhas. A primeira a ser ouvida foi o policial civil Fabio Campos Diniz, seguido pelo perito criminal Leandro Ribeiro Pinto e pelo segurança de Oruam, Jaci Antonio Pereira de Oliveira.
Em seguida, foram ouvidas as duas vítimas da tentativa de homicídio, o delegado Moysés Santana Gomes e o comissário da polícia civil Alexandre Alves Ferraz, que teriam sido atacados com pedras atiradas pelos réus, além dos policiais Carlos Alessandro Seabra, Allan de Souza Monteiro Gurgel e Paulo Saback, a noiva de Oruam, Fernanda Valença de Oliveira, e Camila Pinho de Lima.
A juíza Tula Côrrea de Mello, que presidiu a sessão, intimou o acusado e as quatro testemunhas ausentes para participarem da continuação da audiência de instrução e julgamento para o próximo dia 27 de maio, às 11h.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o ataque ocorreu em julho de 2025, durante operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em uma casa no Joá, na Zona Sudoeste do Rio. O delegado Moyses e o então oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre buscavam cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado por envolvimento com o tráfico de drogas.
Processo nº: 0074240-78.2025.8.19.0001
JM/ SV/SF