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Justiça Cidadã encerra 48ª turma com palestra sobre a organização e o funcionamento do Tribunal

                                                                Edição do programa reuniu 91 participantes, entre as modalidades presencial e on-line  Após um ciclo de aprendizados sobre direito, justiça e cidadania, os participantes da 48ª turma do programa Justiça Cidadã, da Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS) concluíram suas atividades nesta terça-feira, 9 de junho, com uma palestra sobre a organização administrativa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ministrada pelo 3º vice-presidente da Corte, desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes. A turma reuniu 91 participantes e consolidou a modalidade híbrida do programa, sendo a segunda edição a combinar atividades presenciais e remotas. Ao abrir o encontro, o desembargador destacou o papel do projeto na aproximação entre o Judiciário e a sociedade. “O Justiça Cidadã nos permite levar às pessoas que não atuam na área do Direito, noções básicas sobre o funcionamento do Poder Judiciário e suas atividades”. Da esquerda para a direita na mesa: o diretor do Departamento de Acessibilidade e Inclusão Social (DEAIS), Marcio Aguiar; os desembargadores Heleno Ribeiro Pereira Nunes e Cristina Tereza Gaulia; e o secretário-geral da SGSUS, Carlos Eduardo da Costa Menezes  A palestra apresentou a estrutura administrativa e hierárquica do Tribunal, detalhando as atribuições da administração superior da Corte e esclarecendo dúvidas dos participantes sobre tramitação processual, jurisprudência e outros temas relacionados ao Poder Judiciário. “O interesse pela ampliação do conhecimento é inerente ao ser humano. E, embora o acesso à informação pareça cada vez mais fácil, a internet muitas vezes oferece um conhecimento superficial e descontinuado. Por isso, em um curso como este, que se renova constantemente com a participação de magistrados, integrantes do sistema de Justiça e servidores, continua trazendo novos aprendizados”, afirmou a coordenadora do Programa Justiça Cidadã, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, ao falar sobre a longevidade do projeto, que está completando 22 anos. Impacto no desenvolvimento pessoal e profissional Entre as dezenas de pessoas que conquistaram o certificado de conclusão do projeto estava Eliana de Souza Bunn, de 62 anos. Assistente social, ela possui uma história de longa data com o Justiça Cidadã, participando de sua 4ª turma anos atrás. Retornando para a 48ª edição, ela afirma que o curso ampliou seu conhecimento sobre direitos e cidadania e teve impacto direto em sua vida profissional e pessoal.   Segundo Eliana, os conhecimentos adquiridos ajudaram inclusive a orientar seu marido, um homem trans de 67 anos e servidor do Tribunal de Justiça, sobre seus direitos. Além disso, ela afirma que o projeto lhe deu mais segurança na sua atuação como assistente social, tanto para orientar pessoas em situação de vulnerabilidade, quanto para lidar com questões relacionadas à população trans. “Hoje eu tenho uma base para encaminhar as pessoas para o lugar certo e orientá-las sobre seus direitos”.                                                                A assistente social Eliana Bunn já participou de três edições do Justiça Cidadã  O Justiça Cidadã O programa oferece aulas gratuita sobre noções básicas de direito, justiça e cidadania, além de orientar os participantes sobre formas de resolver conflitos sem recorrer à Justiça. Com duração média de 15 aulas, o curso é ministrado voluntariamente por desembargadores, juízes, servidores públicos e promotores de justiça. As aulas abordam temas como Direito Constitucional, Penal, Civil e de Família, direitos do consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionamento dos Juizados Especiais. VM/IA Fotos: Felipe Cavalcanti / TJRJ
10/06/2026 (00:00)
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