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Suspeitos de lavar dinheiro de milícia da Muzema são alvos de operação

A 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas suspeitas de lavar o dinheiro da milícia da Muzema, na Zona Oeste da cidade. Batizada de “Operação Caixa de Areia”, a ação, realizada pela polícia nesta segunda-feira (10/5), é resultado de um inquérito que constatou que os investigados movimentaram recursos incompatíveis com a capacidade financeira declarada, recebendo grande quantidade de dinheiro vivo em contas bancárias e uso de empresas de fachada.      Também foi autorizada a quebra do sigilo de dados, fiscal e bancário dos envolvidos. Ainda segunda a decisão, poderão ser apreendidos computadores, laptops smartphones, pen drives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, joias, obras de arte, metais preciosos e seus certificados de procedência, veículos (automotores, barcos, aeronaves etc.), e valores em espécie em moeda estrangeira ou em reais de valor igual ou superior a R$ 10 mil. Já o pedido de sequestro de bens e valores não foi deferido pela 1ª Vara Criminal Especializada.      A operação é um desdobramento de uma investigação aberta em abril de 2019, após dois prédios desabarem na Muzema. Vinte e quatro pessoas morreram na ocasião.      Cada um dos edifícios, que eram irregulares, tinha cinco andares. Eles, que chegaram a ser interditados duas vezes, ficavam no condomínio Figueira do Itanhangá. A área é controlada por uma milícia, que realiza cobrança de taxas de moradores por serviços como segurança e TV a cabo.      Processo 77749-56.2021.8.19.0001      AB /FS     
10/05/2021 (00:00)
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